História

Cidade

Síntese Histórica das três Datas de Pombal

Em 1695, o capitão-mor Teodósio de Oliveira Ledo, se encontrava no sertão das Piranhas, no lugar conhecido como Arraial do Pinhancó, na tentativa de fundar uma povoação. O grande impedimento eram os índios tapuias, tribos Tarairiús – Curemas e Panatis, que habitavam a região.

Teodósio, em 1697, viajou a capital da Província e solicitou ao governador Manoel Soares de Albergaria, soldados, mantimentos, armas e munições para expulsar os índios do lugar. Atendido, Oliveira Ledo retornou e consegue “bom sucesso” frente aos indígenas, e funda em 27 de julho de 1698, a Povoação de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Pinhancó (Pombal); há 309 anos.

Vila e Emancipação Política
Em 04 de maio de 1772, foi à Povoação do Pinhancó elevada à categoria de vila, com a denominação de Vila Nova de Pombal, em homenagem a cidade portuguesa de mesmo nome. Na mesma data ocorreu a criação da Câmara de Vereadores e sua Emancipação Política, sendo indicado para administrar a vila o capitão-mor, Francisco de Arruda Câmara. O nome Vila Nova de Pombal, diz respeito à Carta Régia de 22 de julho de 1766, que orientava os administradores de vilas a denominá-las com nomes de localidades e cidades de Portugal. É engano pensar que o nome Pombal é em homenagem ao Marquês de Pombal, inclusive, no século XVIII, ainda não estava em moda esse tipo de homenagem aos governantes. O ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, foi quem orientou El-Rei Dom José I assinar a Carta Régia autorizando o governador de Pernambuco a erigir novas Vilas nas áreas de sua jurisdição, que incluía a Capitania da Parahyba. Foram criadas várias vilas, a de Pombal veio primeiro que todas outras, porque era a mais importante, estando sobre extensíssimo território; há 235 anos.

A Cidade
Em 21 de julho de 1862, a vila foi elevada à categoria de cidade, com a denominação de Cidade de Pombal, por sugestão do Dr. Augusto Carlos de Almeida e Albuquerque, a redação e leitura final na Assembleia Legislativa foi apresentada por Dr. Manuel Tertuliano Thomas Henriques. O projeto de lei foi sancionado pelo Presidente da Paraíba, Francisco de Araújo Lima. Na época, as edificações residências não passavam de cem casas, formando três ruas: a do Comercio (hoje Cel. João Leite), a Rua do Rio (hoje Cel. José Fernandes) e a de São Benedito, situada ao sul, dando formação ao antigo largo do Bom Sucesso. Pombal tinha ainda: A Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso, depois denominada de Nossa Senhora do Rosário, Casa do Mercado, um Cemitério, a Casa da Câmara e a Cadeia; há 147 anos.

EM 2017 POMBAL COMEMOROU:
319 anos de Fundação. 238 anos de Vila e Emancipação Política. 155 anos do seu aniversário como Cidade.

PREFEITOS DE POMBAL
Governantes de Pombal a partir da instalação oficial da Vila, ocorrida em 04 de maio de 1772. O Poder Executivo era exercido pelo presidente pelo Juiz Ordinário ou Capitão-mor, escolhido pela Câmara entre seus pares;

Capitão-mor Francisco de Arruda Câmara  1772
Tenente Pedro Soares Barbosa   1794
Em 1862, a vila de Pombal e elevada a categoria de cidade.
Major Bento José da Costa   1862
Pedro Machado   1867
Manoel Joaquim Cavalcante   1869
Dr. Benedito Marques das Silva Acauã   1870
Rogelo Alpiniano Virgolino Urtiga   1871
Capitão Gonçalo José da Costa Pacote   1874
Rogelo Alpiniano Virgolino Urtiga   1878
Gonçalo Claro da Costa   1882
Leandro José de Assis   1883
Antonio Martins da Nóbrega   1884
Joaquim José de Assis _____ 1887
Cap. João Batista de Arruda  1888

Em 1889, após a proclamação da república a Câmara Municipal passa a ser denominado Conselho de Intendência, com as mesmas funções.

João Leite Ferreira Primo   1889
João Dantas de Assis   1890
Em 1892, o Conselho de Intendência passa a se chamar Conselho Municipal.
Cap. João Batista de Arruda   1892

Em 1895 o poder executivo, anteriormente era exercido sucessivamente pelo Presidente da Câmara, Presidente da Intendência ou Presidente da Intendência, passa a ser exercido pelo Prefeito, cargo de livre nomeação do Presidente do Estado.

Cel. João Leite Ferreira Primo (1º prefeito)    1895 a 1900

Em 1900, o cargo de Prefeito é extinto e o executivo passa a ser exercido pelo Presidente do Conselho Municipal.

Cel. João Leite Ferreira Primo    1900 a 1904

Em 1904, o cargo de Prefeito é novamente recriado:

Major Aureliano C. de Almeida, Major Saturnino R. dos Santos, Cel. Antonio Ferreira Lima, Cel. João Ferreira de Queiroga, Francisco Bezerra de Sousa, Cel. Francisco Dantas de Assis, Odilon José de Assis, Francisco de Sá Cavalcanti, Elias Camilo de Sousa, Francisco de Sá Cavalcanti, Dr. José Gregório Medeiros, Major Antônio Araújo Salgado, Cel. Manoel Arruda de Assis, Dr. José Ferreira de Queiroga, Francisco Pereira Vieira, Elry Medeiros Vieira, Dr. Azuil Arruda de Assis, Dr. Avelino Elias de Queiroga, Dr. Atêncio Bezerra Wanderley, Francisco Pereira Vieira, Hildo de Assis Arnaud, Paulo Pereira Vieira, Aureliano Ramalho Cavalcanti, Leví Olímpio Ferreira, Francisco Queiroga Sobrinho, Azenete Rodrigues Q. Olímpio, Dr. Abmael de Sousa Lacerda, Jairo Vieira Feitosa, Ugo Ugulino Lopes, Pollyanna Werton Feitosa, Dr. Abmael de Sousa Lacerda.

A antiga cadeia de Pombal um marco histórico da era imperial

A cidade de Pombal localiza-se no alto sertão da Paraíba, foi o primeiro núcleo de populacional da região, o qual deu origem a outros núcleos habitacionais. Na velha cidade, entre outros marcos históricos, destaca-se a Velha Cadeia que mantêm ainda suas linhas arquitetônicas, denunciando em nosso tempo, a introdução de um marco da era imperial no alto sertão paraibano. Alicerçada no ano de 1848, famosa porque concentrava presos perigosos do Estado e cangaceiros da década de 20, a Velha Cadeia não abriga mais presos, mas uma instituição denominada de Casa da Cultura. Em suas celas de parede largas e piso de tijolos rústicos passaram muitos criminosos que marcaram época: Donária dos Anjos, que durante a seca de 1877, segundo a própria, “para não morrer de fome”, matou uma criança e comeu sua carne. O bandido “Rio Preto”, que se dizia, tinha um pacto com o diabo. “Era curado de bala e faca, no seu corpo os punhais entortariam as pontas e as balas passariam de raspão”. Ferido á bala, “Rio Preto” morreu dentro da velha cadeia. Outro preso famoso foi Chico Pereira, que após a morte de seu pai se fez um dos grandes chefes do cangaço no sertão da Paraíba. Os fanáticos pretos das “Irmandade dos Espíritos da Luz”, chefiados por Gabriel Cândido de Carvalho, também tiveram sua participação na história da velha cadeia.

Em 1927 é inaugurada a Estação da Luz

O prefeito Sá Cavalcanti instala a luz elétrica, o motor tipo International era movido a óleo diesel. A inauguração foi um grande acontecimento e marcou época, com fotografias, festas e desfile da banda de música pelas principais ruas da cidade, lembrando que antes da energia elétrica, toda sociedade pombalense era nivelada por uma iluminação a bico de lamparinas, candeeiros, velas e lampiões.
Na foto, o prefeito de gravata borboleta e Hermínio Monteiro, de chapéu, responsáveis pela manutenção e gerenciamento de todo o sistema elétrico da cidade.
Inicialmente as luzes foram instaladas apenas nas casas residências, depois, com horas marcadas para acender e apagar, nas vias públicas, se utilizando postes de madeira e trilhos de trem, os quais passaram a fazer parte da composição decorativa da energia elétrica da cidade. O funcionamento era restrito das 18:0h até ás 21:0hs.
Na época, a luz gerada por motor era um luxo e apenas Pombal no sertão paraibano era contemplada com tal benefício.

A antiga Estação Ferroviária

Quando ficou estabelecido o fornecimento da energia elétrica pelas turbinas do açude de Coremas, a Estação do Trem tornou-se um ponto de encontro quando nos dias da passagem da “Maria Fumaça”.
As ruas com seus postes e luzes claras ofereciam as moças e rapazes o passeio noturno até a Pedra da Estação, onde forneciam os flertes para os futuros namoros.
Em outros instantes os pombalenses que estudavam na capital e outras cidades, no retorno das férias, deixavam os parentes chorando na plataforma da Velha Estação.

A Coluna da Hora

A coluna da Hora, considerada um dos cartões postais da cidade foi concluída pelo prefeito Sá Cavalcanti em 1940. Com seus 4 relógios sincronizados marcavam com precisão as horas para a cidade, quando no silêncio da madrugada, se ouvia perfeitamente o tempo morrendo em suas badaladas.
O serviço da Rádio Difusora, na Coluna da Hora, durante o dia e parte da noite levava a música, informações e notícias àqueles que passeavam na Praça Getúlio Vargas e adjacências.

 

Coreto, hoje Bar Centenário


No meio da antiga Praça Rio Branco, hoje Dr. José Ferreira Queiroga, é concluído o Coreto que a partir de 1962 passou a denominação de Bar Centenário.
No início dos trabalhos a Coluna da Hora estava sendo construída próximo do Coreto, quando se percebeu o erro estético, foi demolida para ser erguida no lugar atual.  O prefeito, de gravata borboleta, pousa com autoridades no Coreto em construção.

A famosa Banda de Música no ano de 1906

  1. Capitão Vicente de Sousa, cunhado de João Fonte.
  2. Coronel João Ferreira de Queiroga, pai de Nena Queiroga.
  3. Coronel Antônio Ferreira de Lima, pai de Padre Assis.
  4. Padre Valeriano.
  5. Coronel João Leite Ferreira Primo, avô de Osmário Bezerra.
  6. João Pereira Fontes, pai de Cláudia Fontes.
  7. Antônio Fernandes Vieira, irmão de Dona Neca.
  8. Manoel Honório, pai de Deca.
  9. Teodorico Corrêia Vidal.
  10. Caetano Coelho.
  11. Felemon Estevão de Sousa, pai de seu Lelé.
  12. Elvídio Limeira.
  13. Guilhermino José de Santana, avô de Dr. Francisco Santana.
  14. Manoel Severiano.
  15. João Correia Vieira, pai de Maria Júlia.
  16. Onofre Benigno Cardoso, avô de José Romero de Araújo.
  17. Francisco das Chagas Vital, pai de Raimunda que morou na casa de Léo Formiga.
  18. José Menandro Cruz.
  19. Alfredo de Castro, pai de Geórgia. 20 – capitão José Irineu, casado com a tia de Major Salgado.
  20. José da Silva.

Primeiro Grupo Escolar de Pombal

O primeiro Grupo Escolar de Pombal, construído pelo Interventor Antenor Navarro na seca de 1932, foi denominado João da Mata em homenagem ao advogado e

político, João da Mata Correia Lima, que morreu  prematuramente vítima de um acidente de automóvel. Os carros, em exposição, faziam parte da visita do Governador Argemiro de Figueiredo à nossa cidade, no ano de 1938.

 

O Cruzeiro

Os antepassados tiveram a idéia de registrar a passagem do século XVIII para o século XIX, buscando um monumento duradouro que servisse de referencial para as futuras gerações. Surgiram várias idéias, muitas sugestões, sendo eleita aquela que possibilitou se erguer um Cruzeiro na frente da Igreja de Nossa Senhora do Rosário. O exemplo deu certo porque cem anos depois, na passagem do século XIX e o alvorecer do século XX, foi construído o segundo Cruzeiro, ao nascente da cidade, hoje próximo do sistema de tratamento de água da Cagepa. No ano de 2001, com objetivo de comemorar a passagem do século XX para o século XXI, foi erguido o terceiro Cruzeiro na entrada da cidade, ao lado da casa grande da fazenda ”Altinho de Dona Neca”.

Antiga Rua do Comércio

Abaixo, a ex-Rua do Comercio, hoje, denominada de Rua Coronel João Leite, é uma das mais antigas de Pombal. À esquerda, se destacava a casa de Seu Mizinho Formiga com suas linhas arquitetônicas, únicas, foi demolida para construção de uma nova residência em estilo completamente diferente da original.